sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Apanhado geral

Muita coisa acontecendo. Amanhã me mudo para o bairro da Lapa, bem pertinho da Abril. Depois de dois anos, saio do circuito Higienópolis-SantaCecília-Campos Elíseos-Barra Funda. Agora, meu quartel general será o shopping Bourbon.
Na segunda-feira volto a trabalhar e não volto a trabalhar. É que a Abril me inscreveu num curso da InfoExame sobre twitter, orkut e flickr. Estou incumbido de fazer um projeto para inserir a Ática no twitter. Tudo vai depender, claro, do TI da Abril Educação e do depto. de Marketing (sempre eles), mas o pessoal da TI já deu sinal verde para a elaboração do projeto. Minha entrada no twitter teve o intuito de sondar o terreno. Mas entrei para ficar.
Na terça ponho a mão na massa da reformulação do livro Convite à Filosofia, da filósofa Marilena Chaui. Fui à casa dela ontem e a conversa foi ótima. O livro vai melhorar mil por cento, texto, projeto gráfico e iconografia.
Também na terça retomo as atividades com os podcasts da editora. Quatro deles já estão no site da editora (http://www.atica.com.br/). Os próximos a irem para o site serão o da Paula Marques, que fala sobre gêneros textuais, o da dupla Tércio&Lucia, autores de geografia, e o de José Hamilton Maruxo, que discorre sobre oralidade.
A lamentar, a morte, na quarta-feira, da autora Graça Proença, do já clássico História da Arte, o primeiro livro de arte para o ensino médio publicado no Brasil, um verdadeiro best seler dessa disciplina. A Graça diagnosticou câncer de pulmão no fim de 2007 e lutou contra a doença nos últimos meses. Fui o editor da segunda versão do História da Arte, a que está no mercado, exatamente em 2007. Trabalhar com ela foi um aprendizado de competência, honestidade intelectual e humildade. Vai deixar muitas saudades.
Por fim, minha saúde. Ainda estou com dificuldades para ficar muito tempo sentado, mas o cenário acabou não sendo tão tenebroso quanto parecia. Os tumores foram extirpados na segunda cirurgia. Os quinze dias de licença médica foram mais em razão da complexidade da região operada do que propriamente em virtude de algum efeito colateral. O problema foi detectado precocemente e, segundo os laudos, é de grau baixo. Portanto, espero que a coisa tenha sido eliminada definitivamente. Ainda quero fazer muitas coisas, ver a Joyce formada e bem encaminhada na área de desenho industrial e escrever muitos livros. Acredito que essa disposição é que me mantenha vivo.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Dedicação integral

Meu primeiro livro juvenil, Carpe Diem (Editora Atual), está indo para a nona reimpressão. Ou seja, uma reimpressão a cada ano, uma vez que o livro saiu no ano 2000. O outro livro, Garoto em parafuso (Scipione, 2005), só agora começa a ser bem adotado nas escolas. E o Meu caro H, de recorte entre o juvenil e o adulto, o mais polêmico deles, é bem adotado desde o primeiro ano. Com a publicação este ano (outubro) de Te espero o tempo que for (Brasiliense), que promete fazer algum barulho, e de O cobrador que lia Heidegger (Aymará), que está inscrito no PNBE do governo com grandes chances de ser adotado (nas várias instâncias da educação, municipal, estadual e federal)), minha tendência é a de, após terminada a pós-graduação, me voltar inteiramente para a literatura. Dois ou três livros por ano não são nenhuma tarefa impossível. E, a essa altura, acho que já está na hora de me dedicar em tempo integral àquilo que me dá mais prazer: escrever.

domingo, 13 de setembro de 2009

Caminho sem volta

Uma semana ainda de licença médica. Não é nenhum cenário de horror. Estou aproveitando para, literalmente, mudar algumas coisas. Mudar de endereço, inclusive. Mudar de celular. Mudar o cabelo, o que, a essa altura, é mero capricho, ou ilusão. Mas a gente nunca percebe as mudanças. Ou só percebe muito tempo depois. O diagnóstico de um doença nociva, isto sim, pode nos dar o termômetro de algo mudando em nós de uma hora pra outra. Mas mesmo isto é um processo lento e gradual. O fato é que a certa altura, perdemos o controle sobre as transformações que a vida opera em nós. Só nos damos conta quando alguém comenta que estamos magros, ou que parecemos cansados, ou começa a nos chamar de "senhor" aonde quer que vamos. É preciso ter um jogo de cintura para perceber e aceitar essas coisas. Afinal, ninguém está fora do barco. E a maturidade está aí, para nos consolar de alguma forma. Ou mesmo tirar proveito da situação. Acredito que instintivamente esteja indo para a segunda opção. Consolo? Consolar-se do quê? A vida é um caminho sem volta.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Devagar e sempre...

Dessa vez quero deixar o blog um pouco consistente, ter certeza de que ele vai caminhar pelas próprias pernas, para só então divulgá-lo. Não é de todo ruim escrever para ninguém. Há um certo descompromisso em agradar a este ou àquele, em dar indiretas a quem mereça, sobretudo não há a sensação interessante de não ter um interlocutor idealizado na cabeça. Por isso estou indo devagar. Devagar e sempre; apesar de batida, esta parece uma receita segura.

Assino embaixo

“A prioridade é se proteger contra tudo. Com isso, o contato com a realidade é minimizado, uma conseqüência sofrida. Já a literatura aponta para outra direção: ao escrever, o autor se expõe. É possível fazer o que bem entende, até olhar a si mesmo sob o ponto de vista do inimigo. A ponto de, quando percebem que encerrei mais um livro, algumas pessoas perguntam se terminei a escrita fortalecido. Respondo que não é essa a minha intenção: prefiro terminar mais exposto. Não me preocupo em me proteger – de uma forma estranha, a escrita exerce uma função de sobrevivência para mim. Quanto mais me desnudo, literariamente, mais acredito ter chance de me salvar, de encontrar alguma solução para os meus problemas.”
(David Grossman (1954), escritor israelense, em entrevista no Caderno 2.)

Merecimento

Não é nenhum sentimento de vingança. Mas a Argentina bem merece ficar fora de uma copa do mundo pelo que fizeram seus políticos em 1978. Nada nada roubaram do Brasil a possibilidade do tetra, ou da Holanda a chance de ter seu único mundial.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

milésima tentativa, agora com twitter

Vamos ver se a parafernália eletrônica me leva ao entusiasmo da escrita diária. Por enquanto, tudo é muito bonito e asséptico. O corpo é que não tem acompanhado. A mente anda a mil.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Não vamos enlouquecer...

"E tem o seguinte, meus senhores: não vamos enlouquecer, nem nos matar, nem desistir. Pelo contrario: vamos ficar ótimos e incomodar bastante ainda"
(Caio Fernando Abreu)

Ando precisado de reler o livro de cartas do Caio Fernando. MInha Bíblia das emoções. Meu vade-mecum das ilusões perdidas e do colocar-se em pé assim que atingido pela virulência das pessoas de alma entristecida. Aquelas que Cazuza chamava de caretas e covardes.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

a plenos pulmões

Meio que saí de uma atmosfera malsã. Um nevoeiro. Energia negativa. Cheiro de enxofre.
Como é bom descobrir que existe vida além daquilo que a gente, por descuido, acaba achando que é o ponto-final-de-todas-as-coisas. Como diz o Gil em sua canção, "a paz invadiu o meu coração". E quando isso acontece, tudo se relativiza. O valor das coisas se altera. A leveza passa a nos acompanhar e uma plenitude invade a alma, trazendo uma brisa branda, cânfora desobstruindo os pulmões. Vida, novas idéias, o acalanto de uma nova narrativa. Escritor tem é que escrever. É o que o salva em última instância. É o que o faz viver.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

recado

Aos amigos que me pedem para escrever, peço paciência. Estou adiando a escrita, para que quando comece, comece pra valer. No momento, estou me virando com os trâmites editoriais do meu livro, a ser lançado em junho, em São Paulo. Capa, projeto gráfico, últimos retoques, orelha, lançamento, etc. A adrenalina está a mil, espero que dê tudo certo.
Beijos e abraços.